sábado, 8 de outubro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Rede Voluntária de Educação Ambiental
http://belemmaisverde.ning.com/
Importante espaço para iniciativas sustentáveis e discussões das Políticas Públicas voltadas ao Meio Ambiente.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Dia da Árvore?
Da Revista Consultor Jurídico, 21 de setembro de 2011
Depois de quatro horas de debates, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado aprovou nesta quarta-feira (21/9) o projeto de reforma do Código Florestal (PLC 30/11). Foi acolhido o texto do relator, senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), que fez correções de inconstitucionalidades, deixando novos ajustes e o exame das 96 emendas apresentadas pelos senadores para as demais comissões que analisarão a matéria.
Ao defender seu voto, Luiz Henrique reafirmou compromisso de analisar as emendas em novo relatório que apresentará nas comissões de Ciência e Tecnologia (CCT) e de Agricultura (CRA), onde também é relator da proposta. Ele anunciou ainda disposição de construir um voto em conjunto com o relator do texto na Comissão de Meio Ambiente (CMA), senador Jorge Viana (PT-AC).
Preservação permanente
No texto aprovado na CCJ, o relator modificou o artigo 8º, criado a partir da polêmica Emenda 164, aprovada ao final da votação da matéria na Câmara. O texto dispõe sobre as condições para supressão de vegetação em áreas de preservação permanente (APPs), como margem de rios e topos de morros.
O relator manteve regra que limita a intervenção nessas áreas protegidas a hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental, incluindo ainda o detalhamento de cada uma delas. Luiz Henrique também alterou a redação do caput do artigo para explicitar que a autorização para atividades agrossilvopastoris, de ecoturismo e turismo rural em APP será conferida exclusivamente para atividades consolidadas até julho de 2008.
Essa data é questionada por diversos senadores, que apresentaram emenda propondo suam odificação. Na discussão da matéria, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) apontou contradição entre o texto do artigo 8º e dos artigos 10, 12 e 35, que também dispõem sobre área consolidada.
Na versão inicial do relatório, Luiz Henrique abria a estados e ao Distrito Federal a possibilidade de dividir com a União poder para definir outras condições de intervenção em APP, além das previstas na lei. Ele, no entanto, retirou esse dispositivo, dizendo ter chegado à decisão após entendimento com o governo federal.
Luiz Henrique também modificou diversos trechos de artigos que estabeleciam a necessidade de futuro regulamento. Com as modificações, o relator determina que questões em aberto sejam sanadas em "ato do chefe do Poder Executivo".
Mérito
Apesar de a análise na CCJ ser restrita a aspectos de juridicidade e constitucionalidade, muitos senadores fizeram considerações sobre aspectos de mérito, deixando explícitas as diferenças de opiniões. Enquanto Lindbergh Farias (PT-RJ), por exemplo, propõe modificar o texto para ampliar a proteção de APPs, Kátia Abreu (DEM-TO) afirma que a implementação das sugestões de Lindbergh obrigaria a retirada dos moradores da Rocinha, no Rio de Janeiro. A necessidade de proteção das APPs também foi defendida por Marcelo Crivella (PRB-RJ).
Outro aspecto discutido foi a necessidade de melhor utilização da terra pela pecuária, como forma de liberar área para a expansão do agronegócio. A baixa produtividade da pecuária brasileira foi apontada pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). Em contrapartida, Blairo Maggi (PR-MT) lembrou que boa parte da agropecuária no Brasil requer a correção e melhoria do solo, aumentando os custos da produção brasileira.
Inconstitucionalidades
Na discussão do projeto, diversos senadores elogiaram as alterações feitas por Luiz Henrique, mas apontaram aspectos que seriam contrários à Constituição e permanecem no texto. Visando alterar esses aspectos, foram apresentados dez destaques para votação em separado de emendas que corrigem as inconstitucionalidades.
No entanto, o exame dos destaques foi rejeitado por 14 a 8, o que permitiu a aprovação do relatório de Luiz Henrique, com o entendimento de que a correção de inconstitucionalidades poderá ser feita nas outras comissões ou mesmo com o reenvio do texto à CCJ, caso haja necessidade.
Antes da votação, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) apresentou voto em separado pela rejeição do projeto, que não chegou a ser votado, face à aprovação do texto do relator.
Próximos passos
O projeto segue agora para a CCT, onde poderá ser alterado no mérito. Uma das mudanças deve ser a inclusão de regras para remunerar agricultores que mantiverem florestas em suas propriedades, como pagamento por serviço ambiental. A proposta é defendida pelo presidente da CCT, Eduardo Braga (PMDB-AM), e consta de emendas apresentadas ao projeto.
O texto também deverá ser alterado na forma, para separar disposições transitórias, como a regularização do passivo ambiental, das disposições permanentes. Essa separação foi sugerida pelo ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça, e deverá ser acolhida por Luiz Henrique e Jorge Viana. O ministro participou de audiência pública realizada no último dia 13, quando os senadores discutiram o projeto de reforma do Código Florestal com juristas e representantes do Ministério Público. Com informações da Agência Senado.
Para ler na integra o que foi discutido na comissão, visitem:
http://www.senado.gov.br/atividade/comissoes/sessao/default.asp?dat=21%2F09%2F2011&btnData=Pesquisar
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Belo Monte
A partir do inventário feito no rio Xingu, em 1975, para concessão da hidrelétrica de Belo Monte muitas discussões foram levantadas a cerca do assunto, envolvendo o governo, os ambientalistas, associações não governamentais, empresários, lideranças indígenas e a sociedade em geral.
Por um lado existem questões que dizem respeito ao desenvolvimento da região de Altamira no Pará, e segundo informações da Norte Energia S.A. (NESA) atual empresa detentora da concessão para administração da hidrelétrica, “A usina de Belo Monte levará desenvolvimento à região de Altamira (PA) e municípios vizinhos e a melhoria das condições de vida de 4.500 famílias que residem em palafitas. A região também receberá uma compensação financeira anual de R$ 88 milhões.” Ainda segundo a Norte Energia, setenta por cento da energia de Belo Monte irá para o mercado cativo¹ e distribuidoras. Dez por cento, para o produtor e vinte por cento, para o mercado. As indústrias não receberão energia subsidiada.
Atualmente o Movimento Xingu Vivo para Sempre reúne movimentos sociais que historicamente se opuseram e questionam as condições de construção da usina no Rio Xingu. O movimento tem apoio de mais de 250 organizações locais; estaduais; nacionais e internacionais sendo composto por ribeirinhos; pescadores; trabalhadores e trabalhadoras rurais; indígenas; moradores de Altamira atingidos ou não por barragens; movimentos de mulheres; organizações religiosas e ecumênicas.
Passados 25 anos de polêmica pela sua construção, em junho de 2011 foi concedida a licença pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para início das obras. O instituto afirma que a obra foi concebida sob "robusta análise técnica e resultou na incorporação de ganhos socioambientais. Entre eles, a garantia de vazões na Volta Grande do Xingu suficiente para a manutenção dos ecossistemas e dos modos de vida das populações ribeirinhas".
Em empreendimentos que visam o desenvolvimento de uma região, vários e inevitáveis são os impactos ambientais, os ambientalistas e movimentos sociais defendem os que estão vulneráveis à situação, o procurador da República Felício Pontes Jr. é a principal voz no Ministério Público Federal (MPF) contra Belo Monte e já são onze as ações movidas para embargar a usina.
Os principais questionamentos feitos acerca da concessão dizem respeito a não resolução de impactos locais que entre eles, está o remanejamento de 4.000 famílias na localidade de Altamira e a inundação de sítios de pequenos agricultores da região. Impactos ambientais e sociais vão afetar seis tribos indígenas que necessitam das águas do Xingu para sobreviver, entre elas a tribo dos Arara que vivem as voltas do Rio Grande e sofrerão com a redução da vazão do rio, o que se deve ao desvio de 100km feito em seu percurso.
São muitos os interesses econômico-financeiros gerados em torno da usina de Belo Monte ora defendidos pelos empresários e pelo governo, mas questionados pelos movimentos sociais representantes dos índios e das populações locais diretamente afetadas. Mesmo dada a licença para a construção continuarão as discussões acerca dessa problemática, e provavelmente gerarão lucros e o desenvolvimento local mas custará mudanças estruturais nas pessoas que residem nas proximidades do Rio Xingu, rio que será alterado em seu percurso natural.
A historia trás em seu contexto lutas e resistência de povos que querem preservar suas vidas e sua cultura. O mais sensato a ser pensado seria trabalhar com estratégias e alternativas de políticas pautadas na redução de impactos e na sustentabilidade, que são imprescindíveis tanto para o País quanto para as populações de Altamira.
1- mercado cativo:
Cronologia das ações desenvolvidas de acordo com a Norte Energia
1975
Início dos estudos para o aproveitamento hidrelétrico da Bacia do Rio Xingu.
1980
Conclusão dos Estudos de Inventário e início dos Estudos de Viabilidade Técnica da Usina Hidrelétrica Kararaô (primeiro nome proposto para a usina).
1988
02/08- Portaria DNAEE nº. 43, de 2 de agosto, aprova os Estudos de Inventário do Rio Xingu.
30/08- Portaria MME nº. 1077 autoriza a Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A (Eletronorte) a realizar estudos de viabilidade para o AHE Belo Monte.
1989
Conclusão dos primeiros Estudos de Viabilidade do AHE Belo Monte.
1994
Revisão dos Estudos de Viabilidade com diminuição da área inundada e não inundação das áreas indígenas.
1998
A Eletrobrás solicita à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) autorização para realizar, em conjunto com a Eletronorte, novos Estudos de Viabilidade do AHE Belo Monte.
2000
Em dezembro, Eletrobrás e Eletronorte firmam acordo para conclusão conjunta dos Estudos de Viabilidade Técnico-Econômica e Ambiental da UHE Belo Monte.
2002
Os estudos são apresentados à ANEEL, mas não são concluídos por decisão judicial.
2005
Julho- O Congresso Nacional autoriza a Eletrobrás a completar os estudos por meio do Decreto Legislativo nº. 75/2008.
Agosto- A Eletrobrás e as construtoras Andrade Gutierrez, Camargo Correa e Norberto Odebrecht assinam Acordo de Cooperação Técnica para a conclusão dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Socioambiental do AHE de Belo Monte.
2006
Janeiro- A Eletrobrás solicita ao IBAMA a abertura de processo de licenciamento ambiental prévio. Começa a ser feito o Estudo de Impacto Ambiental (EIA).
Março- O IBAMA realiza a primeira vistoria técnica na área do projeto.
2007
Agosto- O IBAMA realiza vistoria técnica e reuniões públicas nos municípios de Altamira e Vitória do Xingu para discutir o Termo de Referência para o EIA.
Dezembro- O IBAMA emite o Termo de Referência para o EIA.
2008
Julho- O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) define que o único potencial hidrelétrico a ser explorado no Rio Xingu será o AHE Belo Monte. A ANEEL aprova a Atualização do Inventário com apenas o AHE Belo Monte na bacia do Rio Xingu.
Novembro- O IBAMA realiza nova vistoria técnica na área do projeto.
2009
Fevereiro- A Eletrobrás entrega a versão preliminar do EIA e do Rima.
Março- A Eletrobrás solicita a Licença Prévia.
Abril- O IBAMA realiza nova vistoria técnica na área do projeto.
Maio- O EIA e o Rima são entregues no IBAMA.
Setembro- CNPE publica portaria que indica o projeto do AHE de Belo Monte como prioritário para licitação e implantação.
Outubro- MME publica portaria com as diretrizes para o leilão de energia da UHE Belo Monte.
Novembro- ANEEL coloca em audiência pública a minuta do edital de Belo Monte e MME publica portaria com a sistemática do leilão de energia da UHE de Belo Monte.
2010
Janeiro- Portaria MME nº. 14 de 6 de janeiro de 2010 que define prazo para Declarações de Necessidade para os Leilões de Compra de Energia Elétrica Proveniente de Novos Empreendimentos de Geração e da Usina Hidrelétrica denominada UHE Belo Monte.
Fevereiro
1º – IBAMA concede Licença Prévia da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
5 – Aneel aprova estudos de viabilidade da UHE Belo Monte.
12 – Portaria nº. 2 da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, que torna públicos os montantes de garantia física de Belo Monte.
Março
17 – TCU aprova previsão de custos para construção da UHE Belo Monte.
18 – Ministério de Minas e Energia publica portaria que define a data do leilão para 20 de abril de 2010.
18 – Diretoria colegiada da ANEEL aprova o Edital do Leilão nº. 06/2009 destinado à contratação de energia elétrica proveniente da Usina Hidrelétrica Belo Monte – UHE Belo Monte.
Abril
20- Realizado leilão para decidir qual grupo de empresas é responsável pela construção da usina, com a vitória do consórcio Norte Energia.
Agosto
11 – Constituição da SPE Norte Energia S.A., empresa que será responsável pelo aproveitamento Hidrelétrico Belo Monte.
11 – Constituição da SPE Norte Energia S.A., empresa que será responsável pelo aproveitamento Hidrelétrico Belo Monte.
26 – Assinatura do contrato de concessão da Usina Belo Monte, que será a terceira maior hidrelétrica do mundo.
2011
Janeiro
26 – Concedida Licença de Instalação (LI) para as instalações provisórias da UHE Belo Monte
Junho
1º – Concedida Licença de Instalação (LI) para UHE Belo Monte
mais em:
Aproveitamento Hidrelétrico de Belo Monte - RIMA – Relatório de Impacto Ambiental – Ministério de Minas e Energia - Maio 2009
Programa Globo Repórter - Exibido em Abril 2010
http://www.advivo.com.br Luis Nassif Online - Ibama permite início das obras em Belo Monte - Junho 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Notícia - América do Sul tem de dobrar capacidade energética até 2030 para evitar ameaça de apagão
11/08/2011 - 8h18
BBC Brasil
Brasília - A América do Sul só ficará livre da ameaça de um apagão se dobrar sua capacidade energética até 2030, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). O responsável pela Divisão de Recursos Naturais e Infraestrutura da Cepal, Beno Ruchansky, disse que são necessários aproximadamente mais 200 gigawatts de capacidade de geração de energia, incluindo as linhas de transmissão, ao custo de mais de US$ 500 bilhões.
Ruchansky acrescentou ainda que o aumento na oferta de energia pode evitar um problema de abastecimento na região, em um momento de forte expansão das economias da América do Sul.
"A energia pode chegar a ser um obstáculo para o desenvolvimento da região se a produção energética não acompanhar o aumento da demanda gerada pelo crescimento econômico", disse.
O representante da Cepal disse ainda que pelos cálculos, em função do crescimento econômico, o consumo de energia elétrica na América do Sul aumentou 40% entre 2001 e 2010. Para ele, neste período de expansão econômica, a oferta ficou "apertada" somente nas etapas de seca – na região onde estão as hidrelétricas.
"Sabemos que não existe varinha mágica, mas também sabemos que esse debate é importante para que os avanços necessários sejam realizados", disse Ruchansky. Para ele, a ampliação desse potencial energético deve atender "a toda a dimensão" da cadeia energética e social. "É preciso se debater e buscar um consenso para que os projetos avancem. Em muitos casos, eles geram polêmicas por questões ambientais, por exemplo."
É o caso das usinas de Belo Monte, no Norte do Brasil, e de HydroAysen, no Sul do Chile. "A América do Sul baseia sua energia elétrica principalmente em hidrelétricas. Ou seja, energia limpa. Mas em alguns casos, o problema não é só a velocidade do crescimento econômico, mas a falta de redes de distribuição", disse o especialista.
Na semana passada, o governo do presidente do Peru, Ollanta Humala, anunciou que deverá ter de importar energia elétrica do Equador para atender à demanda dos peruanos. O ministro de Minas e Energia do país, Carlos Herra Descalz, anunciou o racionamento de energia no Norte do Peru.
Ao mesmo tempo, também na semana passada, o presidente da Bolívia, Evo Morales, fez um apelo para que os bolivianos racionem o consumo de energia elétrica. "Devemos ter mais cuidado com o uso da nossa eletricidade", disse Evo.
No Chile, o diretor do Centro de Economia dos Recursos Naturais e Meio Ambiente da Universidade do Chile, Eugenio Figueroa, disse que a economia local cresce a um ritmo de cerca de 5% anual nos últimos 20 anos. Na visão do especialista da Cepal, superar impasses será uma forma de realizar obras necessárias e afastar o horizonte do corte de luz elétrica.
Sobre a divisão do Estado.
No vídeo acima, a repórter Tathiana Barbar e os colunistas do Jornal a Folha de Sp Barbara Gancia e José Simão explicam como ficaria o território do Pará caso a proposta da divisão do Estado em três seja aprovada no plebiscito sobre a criação dos Estados de Tapajós e Carajás.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A história das coisas
Este vídeo mostra os problemas sociais e ambientais criados como consequência do nosso hábito consumista, apresenta os problemas deste sistema e mostra como podemos revertê-lo, porque não foi sempre assim.
Dublagem: Nina Garcia
terça-feira, 31 de maio de 2011
VII Semana do Meio Ambiente de Ananindeua e II Encontro Municipal de Educação Ambiental
Data: 31 de maio a 11 de junho de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
Programa Municípios Verdes
Programa Lançado no dia 23/03/2011, leiam a matéria no portal "Imazon"
Link para o site: Municípios Verdes
Link para o site: Municípios Verdes
domingo, 3 de abril de 2011
OS AVANÇOS DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO ESTADO DO PARÁ: UMA EXPERIÊNCIA INOVADORA
Achei esse artigo interessante, pois aponta o quadro dos cursos técnicos no Pará. Ressalto que é um tanto longo, mas vale a pena ser lido. O texto foi extraido do blog http://www.artigos.com, sob autoria de Alexandre Penante da Rocha.
A origem da Educação Profissional no Brasil se deu a partir de interesses econômicos e políticos ainda no período colonial, quando era proporcionada formação específica para o trabalho manual às camadas pobres da população. O ensino intelectual era privilégio dos filhos da elite, enquanto que a formação técnica, que resumia-se à execução de tarefas manuais, era destinada aos filhos das classes menos abastadas, sendo a educação profissional, uma categoria inferior no mundo do conhecimento. Observou-se a necessidade de superação dessa dicotomia Ensino Técnico x Ensino Propedêutico, ou seja, a superação da formação para quem daria continuidade aos estudos e aquela necessária para a vida do trabalho.
A Lei Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), Lei 9.394/96, em muitos aspectos, convoca os educadores (as) à participação na construção do conhecimento, demonstrando que a prevalência do social ante o individual é imprescindível para o sucesso dos alunos na escola. Entretanto a vida econômica do país e a interferência da política neoliberal prevaleciam com sua força monetária e conceitual, estabelecendo suas vontades e ideais. Logo, as decisões tomadas pelos poderes públicos continuavam carregadas de estímulos à competitividade, ao ganho e ao interesse pela posse, defendendo-se o individual e desvalorizando a importância do coletivo contradizendo no cotidiano escolar e social, o que preconiza a Lei.
Desta forma, a educação era interpretada como ferramenta que serviria para imposição da classe dominante sobre as “massas”, sem valorizar a devida qualificação profissional na formação dos alunos ou, muito menos, a promoção deles com capacidade para produzir, mas também com autonomia perante as diferentes dimensões da realidade em que vive, seja ela cultural, social, política, esportiva, familiar e ética. (Ciavatta, 2005, p. 84).
Tais aspectos são expressos claramente na promulgação do Decreto nº 2.208, de 17/04/97, quando na sua essência separava a educação profissional da educação básica, regulamentando o § 2º do art. 36 e os artigos 39 a 42 da Lei nº 9.394/96, além de estabelecer em seu artigo 1º, os objetivos da EP como promoção da transição:
(...) entre a escola e o mundo do trabalho, capacitando jovens e adultos com conhecimentos e habilidades gerais e específicas para o exercício de atividades produtivas; Proporcionar a formação de profissionais, aptos a exercerem atividades específicas no trabalho, com escolaridade correspondente aos níveis médio, superior e de pós-graduação; Especializar, aperfeiçoar e atualizar o trabalho em seus conhecimentos tecnológicos; Qualificar, reprofissionalizar e atualizar jovens e adultos trabalhadores, com qualquer nível de escolaridade, visando a sua inserção e melhor desempenho no exercício do trabalho.
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